
Eu sempre fui aquele cara
Mais estúpido que os outros
Mais sabido, de achar que sabia demais
Delírio puro, de um copo do álcool dourado
Bonito
Andando cambaleando pela rua.
Mas não existe nada melhor
Que prosear com um poeta bêbado
Que mostra muito mais, e com exagero
Seus sentimentos mais profundos e viris.
Eu sempre fui aquele cara
Que observa tudo e as vezes constrange
De tanto olhar exatamente para um ponto fixo
Para uma pessoa que ache intrigante
Delírio puro, de pensamentos a mil
Velocidade
Correndo nu pela chuva na rua.
Mas não existe nada melhor
Que correr nu pela chuva na rua
Que mostrar sua capacidade de loucura
Suas configurações mais malucas e lúdicas.
Eu sou a pessoa, sou o sujeito
As vezes, o que observa
Faço parte da ação a todo momento
Isso sim!
Mas posso estar em vários níveis
Em vários planos que eu próprio
Fiz para mim.
Agora, é claro
Que não deixo
De levar comigo o meu papel
Único lugar que faço o meu abrigo
É nele que moro, e nele que vivo.
(Aos Poetas)
Um comentário:
"Mas não existe nada melhor
Que correr nu pela chuva na rua
Que mostrar sua capacidade de loucura"
Nossa, que perfeito!!!
Amei!
bjs!
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